1) O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata é uma doença relacionada com o envelhecimento masculino onde as células prostáticas iniciam um processo de multiplicação descontrolada, podendo invadir órgãos adjacentes e enviar metástases para ossos e outros órgãos distantes em fases avançadas.

2) O que leva ao desenvolvimento desta doença?

O câncer da próstata é uma doença que se origina de alterações genéticas e moleculares. Alguns fatores que levam a um aumento do risco de desenvolvimento desta doença são idade (envelhecimento masculino),  história familiar de parentes de primeiro grau que tiveram câncer de próstata e raça negra.  Acredita-se que alguns fatores como dieta rica em gordura animal e obesidade estão relacionados com formas mais agressivas de câncer de próstata.

3) Quais os sintomas?

Nas fases iniciais, onde a doença ainda é passível de cura, o câncer de próstata é assintomático na maioria das vezes. Ao contrário do que boa parte da população imagina, o câncer de próstata causará sintomas urinários como jato fraco, aumento da frequência e sangramento na urina (hematúria) somente em fases avançadas. Neste momento, é comum também o paciente referir dor óssea que pode acometer quadril, joelho, ombros e outras regiões do esqueleto.

4) Como prevenir?

Hábitos saudáveis como dietas equilibradas, praticar atividade física e controle da obesidade podem reduzir o risco de formas agressivas desta doença. No entanto, a visita anual ao urologista a partir dos 50 anos para realização do toque retal e do exame de sangue (PSA) pemite um diagnóstico precoce desta doença, o que possibilita a cura. Homens que tiveram parentes de primeira grau com câncer de próstata e/ou que pertencem à raça negra devem iniciar o exame aos 45 anos.

5) Como é o tratamento?

Uma vez estabelecido este diagnóstico, o médico urologista deverá avaliar alguns fatores como estágio e agressividade da doença, idade e condições clínicas do paciente, para escolher a melhor forma de tratamento. Pacientes que possuem formas pouco agressivas da doença e que não desejam ser tratados de imediato podem ser incluídos em um protocolo de vigilância ativa para acompanhamento deste câncer.

A imensa maioria dos pacientes necessitarão ser tratados com uma proposta curativa. Neste caso, a opção terapêutica recairá sobre a cirurgia ou a radioterapia com ou sem a administração de hormônios. Cada modalidade tem seus prós e contras, cabendo uma conversa franca e honesta com seu médico assistente na hora de fazer a escolha.

Em casos avançados, a retirada da próstata pode não ser mais factível e nesta situação o tratamento é paliativo, visando prolongar o tempo de vida do paciente com a melhor qualidade de vida possível. Neste cenário, podem-se utilizar procedimentos cirúrgicos como castração (retirada dos testículos) ou administração de hormônios ou quimioterápicos.

6) Optei pela cirurgia, existe vantagem da cirurgia feita com o auxílio do robô ou laparoscopia sobre a cirurgia convencional aberta?

Inúmeros trabalhos foram desenvolvidos tentando responder esta pergunta. A maioria destes trabalhos são sujeitos a críticas em sua metodologia por parte de pesquisadores totalmente isentos de qualquer influência. Alguns trabalhos conseguiram mostrar benefício discreto do uso do robô em algumas variáveis como melhor taxa de continência urinária ou menor risco de impotência sexual pós-operatória. No entanto, estes trabalhos estão longe de serem metodologicamente perfeitos e, portanto, são sujeitos a erros em suas avaliações.

Uma variável indiscutível em quase todos os trabalhos e que influencia no sucesso da cirurgia e nos seus resultados é a experiência do cirurgião. Neste ponto, a cirurgia aberta convencional leva vantagem, haja vista que grande parte dos urologistas brasileiros que operam câncer de próstata com auxílio do robô estão em fase de treinamento (curva de aprendizado) e, portanto, não podem alcançar os resultados obtidos por cirurgiões internacionais experientes que operam por esta técnica há mais de uma década.

Minha opinião pessoal é que o paciente deve buscar um médico experiente que lhe passe segurança e que converse de forma honesta sobre as possíveis consequências deste tratamento. Costumo dizer pros meus pacientes que após iniciado um tratamento pra um câncer, se estabelece ali uma ralação quase que matrimonial entre o médico e seu paciente e que deverá durar muitos anos (principalmente no caso do câncer de próstata). Por este motivo, uma boa relação médico-paciente é mais importante ao meu ver do que a via de acesso pela qual será realizada a cirurgia.

Dr. Raphael Farias – Urologista TiSBU

CRM 10893 RQE 6045

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